Limpar uma tela do jeito errado é uma das poucas formas de transformar um problema estético em um problema permanente. Limpa-vidros doméstico remove o revestimento antirreflexo, papel-toalha risca a superfície, e pressão forte no painel pode criar exatamente os pixels mortos com que você estava preocupado desde o início. O que funciona de verdade não tem nada de glamouroso: um pano de microfibra seco, quase nenhuma pressão e água destilada só se o pano sozinho não bastar. Esta página cobre o método, as coisas que arruínam uma tela e como diferenciar uma mancha de um defeito de pixel.
Nesta página
Quase toda tela pode ser limpa direito com duas coisas:
Para qualquer coisa gordurosa que a água não tire — protetor solar, óleo de cozinha, digitais que sempre voltam — uma mistura meio a meio de água destilada e álcool isopropílico funciona na maioria dos painéis. Confira antes as orientações do fabricante: alguns revestimentos, e a maioria dos painéis OLED, não toleram álcool nenhum. Um spray de limpeza feito para telas é a alternativa segura.
Uma lata de ar comprimido é útil para o teclado e para as bordas, mas mantenha-a bem longe do painel e nunca a aponte para uma fresta da carcaça.
Se uma marca sobreviver a tudo isso, vale perguntar se ela está mesmo na tela. Um ponto que não se move quando você muda o ângulo de visão está dentro do painel, não sobre o vidro.
A maior parte dos danos em telas vem de coisas que as pessoas já têm embaixo da pia, usadas com a melhor das intenções.
Esse último ponto não é teórico: dano por pressão é uma causa real de defeitos de pixel, o que está em o que causa pixels mortos.
Notebooks precisam de apoio. Segure a tampa por trás enquanto passa o pano, para não flexionar o painel contra a dobradiça, e mantenha a umidade longe do teclado embaixo.
Celulares e tablets costumam ter um revestimento oleofóbico que repele a oleosidade dos dedos. Ele se desgasta ao longo de anos, e o álcool o remove em uma única passada, então use primeiro o pano seco e água só se for necessário. Tire a capa antes de limpar, para que a sujeira presa não seja arrastada pelo vidro.
TVs são as mais frágeis de todas. Painéis grandes flexionam com facilidade e muitos têm revestimentos foscos macios que marcam permanentemente sob pressão. Apoie a parte de trás do painel com a mão livre, trabalhe por seções e nunca se apoie nele.
Telas OLED, em qualquer aparelho, merecem cuidado extra: a estrutura do painel fica perto da superfície, e o melhor é evitar álcool por completo. Pano seco, depois água destilada se precisar, e nada além disso.
Telas sensíveis ao toque se limpam do mesmo jeito, mas conte com fazer isso com mais frequência — e desligue o aparelho antes, para que o pano não acabe apertando botões.
Limpar é o primeiro passo de qualquer diagnóstico de pixel, porque poeira e gordura respondem por boa parte dos pixels mortos relatados. Depois que a tela está limpa e o ponto continua ali, três verificações rápidas resolvem:
Fazer o teste de pixels mortos
Se for mesmo um defeito, o que é um pixel morto explica o que falhou, e pixels mortos versus travados diz se vale a pena tentar consertar.
Uma tirada de pó leve e a seco uma vez por semana evita que a tela algum dia precise da limpeza agressiva que causa dano. É esse o sentido de fazer com regularidade: é a sujeira assada por semanas de calor da tela que tenta as pessoas a usar pressão e solventes.
Uma limpeza de verdade com pano úmido a cada um ou dois meses já basta para a maioria das mesas de trabalho. Celulares precisam com mais frequência, cozinhas e oficinas mais ainda, e uma tela sob sol direto vai mostrar poeira bem antes por causa do reflexo.
Prevenir não custa nada. Mantenha bebidas longe da mesa, evite tocar o painel para apontar coisas, feche o notebook só quando não houver nada em cima do teclado, e mantenha a tela fora do sol direto: o calor estressa a camada de cristal líquido além de assar a poeira. E se já quiser fazer a checagem completa do painel, nosso guia de saúde de telas LCD cobre uniformidade, contraste e vazamento de luz além dos pixels.